quarta-feira, 14 de abril de 2010

7.ºC – PARA CASA – PARA 20/04



A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA

Hoje de manhã, enquanto levava meu filho para a escola, assisti A diversas cenas de desperdício.
Rua após rua, homens e mulheres usavam mangueiras para lavar calçadas e carros com jorros e jorros de água potável.
Nos primeiros casos cheguei a diminuir a velocidade do meu carro para sinalizar aos dissipadores que não deveriam estar fazendo aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que eu queria passar com os gestos... e continuavam com as torneiras abertas.
Nos casos seguintes, desisti.
Só olhava, desolado, toda aquela água preciosa escorrendo pela calçada, pelas sarjetas...
Se voltar a percorrer o bairro nesta bela manhã de abril provavelmente vou surpreender mais dissipadores em ação.
Talvez já lavando carros, mais pátios e calçadas.
E vou, de novo, ficar triste com o desperdício escancarado, explícito, irresponsável.
O que fazer para que nós, nossos filhos e os filhos de nossos filhos tenham água de boa qualidade e em quantidade no futuro?
Acho que, para começar, falar com as crianças.
Se os adultos dão lições de desperdício, as crianças podem, no tempo, reverter o processo.
Enquanto crianças, podem entender melhor a necessidade de preservamos nossos recursos naturais. Água, inclusive.
Quando crescerem, vão substituir os adultos insensatos de hoje já com atitudes corretas no cuidado com o meio ambiente.
Longe de mim a idéia de transformar quem quer que seja em vigilante, patrulheiro, inspetor de recursos naturais.
Também seria insensato. Em alguns casos até perigoso.
Tem gente que não aceita críticas.
Mas se cada um de nós pudesse passar aos filhos, às crianças, em geral, propostas, idéias e conselhos para buscarem a economia, a racionalização do uso da água, teríamos um início de caminho já sinalizado.
E enquanto crianças e jovens vão se conscientizando, vamos pensando, num modo de chegarmos até os dissipadores adultos com orientação e informações.
Pra começar, à volta da escola, já vou falando sobre o assunto com meu filho.
De novo, porque lá em casa o assunto já é velho e conhecido.
Mas bons conselhos podem ser repetidos... e acumulados.
E cuidados com nossos recursos naturais deveriam merecer até mesmo algum tipo de saudação. Assim, como dizemos bom dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a dizer: Salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas crianças que não têm água para beber?...
Pode parecer meio dramático. Mas antes um dramático falado do que sentido.
Enquanto é tempo.

1) Pesquise e copie em seu caderno o significado das seguintes palavras e forme frases com elas:

dissipar – escancarar – explícito – insensatez – racionalizar –
desolado – sarjeta - reverter - escassez


2) Leia com atenção as afirmativas abaixo e indique se são verdadeiras ou falsas.

( ) O narrador do texto é um narrador-observador; não participa dos acontecimentos.
( ) O cronista convoca a todos para tornarem-se patrulheiros da água.
( ) Os dissipadores de água são os que mais a defendem e lutam por sua preservação.
( ) O narrador do texto é um narrador-personagem; participa dos acontecimentos.
( ) O cronista questiona o que pode ser feito para se resolver o grave problema da água.



3) O que você faz ou pode fazer para evitar o desperdício da água em seu dia-a-dia?



6B – PARA CASA – PARA O DIA 20/04

Copie o poema em seu caderno, e responda as questões:

LUA NO CINEMA

A lua foi ao cinema,

passava um filme engraçado,

a história de uma estrela

que não tinha namorado.


Não tinha porque era apenas

uma estrela bem pequena,

dessas que, quando apagam,

ninguém vai dizer, que pena!


Era uma estrela sozinha,

ninguém olhava pra ela,

e toda a luz que tinha

cabia numa janela.


A lua ficou tão triste

com aquela história de amor,

que até hoje a lua insiste:

Amanheça, por favor!

(LEMINSKI, Paulo.)

01. De acordo com o poema "A lua no cinema", a estrela :

(A) era pequena e solitária.

(B) parecia grande na janela.

(C) tinha um namorado apaixonado.

(D) viveu uma bela história de amor.


02. O último verso "– Amanheça, por favor!" sugere que a lua

(A) achou o filme da estrela que tinha namorado engraçado.

(B) acreditava que a estrela era pequena e sem graça.

(C) desejava esquecer a história da estrela solitária.

(D) gostava mais do dia do que da noite.


03. O texto "A lua no cinema" é um poema por usar

(A) orações.

(B) períodos.

(C) parágrafos.

(D) versos.


04. Da leitura do poema percebe-se que a estrela

(A) era um astro insignificante.

(B) era uma artista engraçada.

(C) tinha inveja da lua.

(D) tinha uma história feliz.


05. O poema trata

(A) da solidão.

(B) da tristeza.

(C) da amizade.

(D) do ciúme.